• Raphael Uba de Faria

Yes

Olá, pessoal!

O Yes é uma banda inglesa de Rock Progressivo com mais de cinquenta anos de carreira. Ela foi formada em 1968 por John Anderson (vocal), Chris Squire (baixo), Peter Banks (guitarra), Bill Bruford (bateria) e Tony Kaye (teclados). Antes mesmo de lançar seu primeiro álbum (Yes, de 1969), a banda fez uma turnê pela Inglaterra e foi selecionada para abrir o show de encerramento do Cream, banda icônica, formada por Jack Bruce, Eric Clapton e Ginger Baker, no Royal Albert Hall, a mais importante casa de espetáculos da Inglaterra. Do surgimento aos dias atuais, dezenove músicos passaram pelo Yes. Chris Squire foi o único que nunca deixou a banda, até seu falecimento, em 2015.


Logotipo Yes

Direitos de Imagem: Yes e Roger Dean

Fonte: http://classicyes.net/closeedge.html


A partir da troca de Banks e Kaye pelos geniais Steve Howe (guitarra) e Rick Wakeman (teclado), o Yes criou alguns dos álbuns mais icônicos do Rock Progressivo, como The Yes Album e Fragile, em 1971, e Tales From Topographic Oceans, em 1973 (o último, com Alan White na bateria), além daquele que é considerado pela grande maioria dos especialistas na área como o maior álbum do gênero de todos os tempos: Close To The Edge (1972).


Yes – Fragile (1971)

Direitos de Imagem: Yes e Roger Dean

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/File:Fragile_(Yes_album)_cover_art.jpg


Algumas das características mais marcantes do Yes são as habilidades musicais de seus membros, as letras geralmente incompreensíveis, com várias palavras soltas ou incorporadas apenas por seu efeito sonoro, a voz quase angelical de John Anderson e as composições extremamente complexas, elaboradas e longas, que dão destaque para todos os instrumentos. Close To The Edge, por exemplo, possui apenas três faixas, sendo, uma delas, a suíte homônima de 18:45 minutos (contamos aqui o que é uma suíte musical). Por sua vez, Tales From The Topographic Oceans é um álbum duplo com apenas quatro faixas, a menor delas, com 18:35 minutos!

Nos anos 1980, o Yes deixou o Rock Progressivo de lado, criando uma sonoridade mais pop, apesar de manter a qualidade técnica, seguindo o mesmo caminho de muitas outras bandas do estilo, pois as gravadoras e as rádios não davam mais espaço para as suítes, preferindo músicas mais curtas e comerciais (quanto menor o intervalo entre as músicas, maior o tempo para propagandas). Essa tendência permaneceu nos anos 1990. Nesse período, as mudanças, idas e vindas de membros se tornaram uma constante. Mesmo com a alteração no estilo, muita coisa boa foi produzida, o clássico Owner of a Lonely Heart, do álbum 90125, sendo, muito provavelmente, a canção mais conhecida do período. Apenas em 2011, no disco Fly From Here, a banda voltaria a lançar uma suíte (de mesmo nome), com 23:52 minutos.


Yes – Tales From Topographic Oceans (Contracapa e Capa)

Direitos de Imagem: Yes e Roger Dean

Fonte: https://www.villagevoice.com/2013/07/31/roger-dean-is-the-most-important-person-in-yes-who-actually-isnt-in-yes/


Não se pode falar do Yes sem citar o brilhante trabalho de Roger Dean, responsável pela maioria das artes e capas desde Fragile, incluindo o logo da banda, que aparece pela primeira vez no álbum Close To The Edge e a arte de Heaven & Earth, por enquanto, o último álbum de estúdio da banda, lançado em 2014. Dean possui um estilo único, muito complexo e criativo que se encaixa perfeitamente com a atmosfera criada pela música da banda. Capas como as de Keyes do Ascension (1996), Keyes To Ascension 2 (1997), Yessongs (1973), Drama (1980), Fragile (1971), Relayer (1974) e Tales From The Topographic Oceans (1973), além da arte interna de Close To The Edge (1972), se tornaram algumas das artes mais marcantes da história do Rock. Aliás, muitos fãs perceberam que o filme Avatar, de James Cameron, lançado em 2009, tinha muitas cenas “similares” às pinturas de Dean, sobretudo as ilhas flutuantes, criações dele. James Cameron até reconheceu que “pode ter sido influenciado” por suas obras. Isso rendeu um processo movido pelo artista, mas o juiz responsável pelo caso não deu ganho de causa a Dean... (Clique aqui para ver algumas imagens comparadas)


Yes – Keyes to Ascension 2

Direitos de Imagem: Yes e Roger Dean

Fonte: http://www.progarchives.com/album.asp?id=1845


Mas nada disso é o mais importante. As músicas do Yes não são feitas simplesmente para serem ouvidas; são feitas para transmitir sensações diversas, para serem admiradas e analisadas com atenção. Se você for ouvi-los pela primeira vez, não tente colocar um álbum para tocar enquanto você faz outra coisa. Você pode até gostar, mas vai perder a maior parte da diversão. Sente-se, dê o play e ouça com cuidado e atenção. É impossível não se sentir envolvido pelas melodias quando fazemos isso, já que elas criam uma atmosfera única, quase mágica ou transcendental, além de inspiradora e positiva (sobretudo em músicas como Siberian Kathru e Roundabout). E isso, meus amigos, é o mais importante! Ouvir Yes não é como ouvir uma música qualquer. Ouvir Yes é uma experiência única. Não que você não possa arrumar a casa escutando um de seus álbuns. Você pode! Mas, se for ouvir pela primeira vez, separe algum tempo para isso. Garanto que a experiência valerá a pena!


Youtube Oficial do Yes: https://www.youtube.com/channel/UCJ2BSIyIU84ZtJ9MiLh0jZA


Yes – Close To The Edge (arte interna)

Direitos de Imagem: Yes e Roger Dean

Fonte: http://classicyes.net/closeedge.html



Referências:

http://copyright.nova.edu/avatar-lawsuit/

http://muralcultural2.blogspot.com/2015/07/yes-historia-da-maior-banda-do-prog.html

http://yesworld.com/

https://whiplash.net/materias/news_763/290121-yes.html

https://www.artlyst.com/news/artist-roger-dean-sues-avatar-director-james-cameron-over-plagiarism/

https://www.heavymetal.com/news/15-roger-dean-paintings-that-totally-didnt-inspire-avatar/

https://www.rogerdean.com/

https://www.youtube.com/watch?v=Mj91CEgWv_M

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