• Raphael Uba de Faria

Jacques Cousteau



Quem ligou a televisão na segunda metade do século XX, certamente parou para assistir, em algum momento, as expedições de um senhor francês, nascido em Saint-André-de-Cubzac, em 1910, que foi oficial da marinha, inventor, cineasta, documentarista oceanógrafo e ativista. Unindo seus estudos sobre os oceanos às suas habilidades com a câmera, Jacques Cousteau revelou os segredos do fundo do mar, até então inacessíveis aos humanos, marcando gerações.

Sua primeira grande realização foi, justamente, a que lhe abriu as portas à exploração oceânica. Antes dele, mergulhar era uma árdua tarefa. O intrépido mergulhador tinha que usar um pesado escafandro, conectado à superfície por um tubo responsável pelo fornecimento de oxigênio, ou mergulhar usando, apenas, a boa e velha capacidade pulmonar. Então, em 1943, o francês desenvolveu um aparelho: um tubo de oxigênio conectado a um regulador capaz de fornecer o gás vital somente quando necessário. Estava criado aqualung, ou "pulmão aquático", base de todos os equipamentos de mergulho atuais.

Daí em diante, Jacques começou a registrar seus mergulhos e criar documentários (70) e filmes (4). Suas narrações poéticas e a revelação de um universo completamente desconhecido chamaram a atenção do mundo para sua beleza e necessidade de proteção em uma época em que as questões ecológicas quase não eram debatidas. Devemos a Jacques Cousteau tudo o que se seguiu em exploração e preservação oceânicas, seja pelo legado científico, seja por seu incansável ativismo.

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