• Raphael Uba de Faria

Junko Tabei



Em 1939, na pequena cidade de Miharu, no Japão, nasceu Junko Ishibashi. Com apenas dez anos, ela participou de uma viagem escolar ao Parque Nacional Nikkō, aprendeu a escalar e subiu o Monte Nasu, descobrindo, naquele momento, sua grande paixão.

Mas o Japão era um país extremamente conservador e ela precisava ter uma educação clássica e um emprego tradicional. Formou-se, então, em Literatura Inglesa e Americana pela Universidade Feminina de Showa e começou a trabalhar numa editora. Mantendo seu sonho vivo, inscreveu-se, paralelamente, em vários grupos de montanhismo e escalou as montanhas mais altas do Japão, incluindo o Monte Fuji. Em 1969, casou-se com o também montanhista Masanobu Tabei adotando seu sobrenome.

Em 1975, ela foi selecionada para fazer parte de uma equipe de 15 mulheres que tentariam chegar ao cume do Monte Everest. Além de todas as dificuldades características que envolvem sua escalada, a equipe foi atingida por uma avalanche e vários de seus membros foram soterrados, inclusive Junko, que foi salva por um dos guias após ficar seis minutos inconsciente. Isso não a impediu de continuar a escalada e de se tornar a primeira mulher de que se tem notícia a vencer o Everest.

Em 1992, ela também se tornaria a primeira a conquistar os Sete Cumes, as montanhas mais altas de cada continente (considerando a América como dois): além do Everest, Kilimanjaro, na Tanzânia, em 1980; Aconcágua, no Chile, em 1987; Denali, no Alasca, em 1988; Elbrus, na Rússia, em 1989; Vinson, na Antártica, em 1991 e;Puncak Jaya, na parte indonésia da ilha de Nova Guiné, em 1992. Ao longo de sua vida, Junko Tabei escalou, ainda, os montes mais altos de 70 países e teve importante atuação como ativista ambiental.

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