• Raphael Uba de Faria

Keke Rosberg



Em um dia de 1978, um piloto finlandês, ostentando um farto bigode e vestindo um macacão coberto por patrocinadores, desembarcou na Fórmula 1. Ele já tinha 29 anos. Rodara o mundo pilotando em diversas categorias: Europa, Nova Zelândia, Argentina, Japão, Estados Unidos... Como ele mesmo diz, pilotava o que lhe pagassem para pilotar.

Nascido Keijo Erik Rosberg, em Solna, na Suécia, durante os estudos de seus pais, Keke chegou à Fórmula 1 para pilotar pela pequenina equipe Theodore. Passaria ainda pelas igualmente modestas ATS e Wolf, além da Copersucar-Fittipaldi, dos irmãos Emerson e Wilsinho. Entre 1978 e 1981, foram 36 largadas com 21 abandonos! Somam-se, ainda, 14 corridas em que não conseguiu se classificar. Geralmente, a culpa era dos carros. Em quatro temporadas, seis pontos conquistados.

Em 1982, Alan Jones, campeão de 1980, decidiu, pouco antes do campeonato começar, deixar a categoria, deixando apenas o argentinho Carlos Reutmann na Williams. Sem opções no mercado, Frank Williams chamou Rosberg. Após as duas primeiras corridas, Reutmann resolveu se aposentar e o finlandês virou o primeiro piloto da equipe.

O campeonato foi um dos mais equilibrados da história, com 11 vencedores diferentes em 16 corridas. Keke sempre se manteve entre os cinco primeiros nas corridas. Então, na 14ª etapa, na Suíça, ele conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1 e assumiu a liderança do campeonato! Com mais um 8º e 5º lugares, tornou-se o primeiro e único campeão de Fórmula 1 com apenas uma vitória na categoria!

Sempre afeito aos negócios, Keke se aposentou em 1986 e passou a gerir as carreiras de pilotos finlandeses. Dentre eles, estava Mika Häkkinen, bicampeão mundial em 1998 e 1999. Outro de seus pupilos foi seu próprio filho, Nico, campeão de 2016. Atualmente, podemos ver ambos, pai e filho, antes de todas as corridas, em um divertido comercial da Heineken.

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