• Professor Wagner Lacerda

Philip Roth


Philip Milton Roth nasceu em Newark, no estado norte-americano de Nova Jersey, em 19 de março de 1933. Filho de descendentes de imigrantes judeus da Europa Oriental, foi criado em um bairro de classe média e sempre se interessou por histórias e livros. Segundo o conceituado crítico Harold Bloom, Roth é o maior contador de histórias da literatura dos Estados Unidos, depois de William Faulkner.

Nos seus romances, novelas e contos, a marca do pensamento e do sentimento judaicos é inquestionável. Philip Roth não a renegava, mas sempre afirmou não querer ficar conhecido exclusivamente como um escritor judeu. Para ele, sua literatura poderia e deveria ir além. A introspecção psicológica, a relação com a família, o sexo, o fanatismo político, a pátria e a identidade individual, por exemplo, são temas frequentes de sua obra; influenciada, aliás, por dois outros conhecidos judeus: Sigmund Freud e Franz Kafka.

Eterno candidato ao Prêmio Nobel de Literatura – que, absurdamente, nunca conquistou –, Roth, no entanto, venceu diversos outros prêmios do mundo das letras: foram dois National Book Awards – um deles, em 1959, com apenas 26 anos, após a sua publicação de estreia, Adeus, Columbus –, dois National Book Critics, três PEN/Faulkner Awards, um Pulitzer e um Man Booker International, dentre diversos outros. Suas obras Pastoral Americana (1997), Casei com um Comunista (1998) e A Marca Humana (2000) – que compõem a Trilogia Americana – já são consideradas pela crítica como clássicos da literatura contemporânea. Faleceu em Nova York, em 22 de maio de 2018.

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