• Professor Wagner Lacerda

Rachel de Queiroz



Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, capital do Ceará, em 17 de novembro de 1910. Devido a uma intensa seca que assolou o estado em 1915, mudou-se com toda a família para o Rio de Janeiro. Em 1919, após passar por Belém, Rachel estava de volta à capital cearense. Em 1925, concluiu o curso normal no Colégio da Imaculada Conceição e em 1927, com apenas 17 anos, começou a escrever para o jornal O Ceará.

Mais tarde, a jovem professora, enquanto lecionava no mesmo colégio onde se formara, começou a despontar na literatura, vencendo concursos de crônicas e de poemas – esses de feição modernista, esteticamente vinculados à revolução que acontecia no mundo das letras. O sucesso viria em 1930: com só 19 anos, Rachel de Queiroz publicou O Quinze e foi muito bem recebida nacionalmente, tanto pela crítica quanto pelo público.

A escritora também esteve envolvida com a política brasileira: foi perseguida e presa em 1937, sob acusação de subversão, pela ditadura do Estado Novo; curiosamente, como tantos outros escritores brasileiros, veio a apoiar o início da ditadura militar em 1964. Dentre várias outras obras publicadas, Rachel legou aos leitores o Memorial de Maria Moura – obra que seria adaptada, posteriormente, em forma de minissérie pela Rede Globo. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em 1977, e a receber o Prêmio Camões – o maior da língua portuguesa –, em 1993. Morreu em 4 de novembro de 2003, no Rio de Janeiro, poucos dias antes de completar 93 anos.

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